A Placa de Drywall tem se firmando como uma das soluções mais inteligentes e eficazes na construção civil, sobretudo para quem busca agilidade, economia e acabamento de alto padrão. Embora seu uso venha crescendo de forma acelerada em diversos países e também no Brasil, ainda há resistência e uma série de mitos que afastam profissionais e clientes dessa tecnologia. A origem dessa desconfiança remonta a décadas de hábito com métodos tradicionais, sobretudo a alvenaria estrutural, vista por muitos como a única forma “segura” e “durável” de construir. No entanto, essa mentalidade começa a se transformar à medida que o mercado evolui e que novas informações circulam.
Na prática, o drywall é amplamente utilizado em obras comerciais e residenciais nos Estados Unidos, Europa e Japão há várias décadas. Sua entrada no mercado brasileiro, embora relativamente recente, ganha força impulsionada por demandas rápidas de construção, preocupação com sustentabilidade e exigência estética. Ainda assim, a placa de drywall é muitas vezes associada a fragilidade, pouca durabilidade ou baixa resistência térmica e acústica — percepções incorretas que, quando não desmistificadas, atrasam cronogramas e limitam o potencial inovador de obras civis modernas.
Este artigo tem como objetivo principal destrinchar os equívocos mais comuns a respeito da Placa de Drywall, esclarecer sua aplicação e mostrar porque ela representa uma alternativa técnica sólida, ecoeficiente e extremamente versátil. Ao longo do conteúdo, explicaremos como o sistema funciona, seus pilares estruturais, as variações existentes, suas vantagens e desafios, além de apresentar uma análise crítica do mercado. Preparamos ainda um robusto FAQ para cobrir dúvidas frequentes sobre o tema, contribuindo para uma decisão mais embasada dentro de qualquer projeto arquitetônico ou de engenharia.
Fundamentos e Conceitos Essenciais sobre a Placa de Drywall
Antes de entender os mitos que envolvem o drywall, é necessário conhecer sua estrutura, funcionalidade e base técnica. A Placa de Drywall é um componente fundamental de um sistema construtivo conhecido por “construção a seco”. Diferentemente da alvenaria tradicional, onde tijolos e argamassa são usados como elementos base, o drywall é composto por chapas feitas de gesso acartonado, fixadas sobre estruturas metálicas (geralmente aço galvanizado), formando paredes, forros e revestimentos sem necessidade de massa úmida.
A composição básica de uma placa de drywall inclui um núcleo de gesso natural ou sintético revestido por duas lâminas externas de papel cartão lã e tratadas quimicamente para resistirem à umidade, ao fogo ou oferecerem maior isolamento acústico, dependendo da aplicação desejada. As placas são fixadas à estrutura com parafusos especiais e, posteriormente, passam por acabamento com massa de juntas e fitas de reforço, proporcionando superfícies lisas e prontas para pintura ou revestimento.
Sistema Tripartite: Estrutura, Revestimento e Acabamento
O drywall opera dentro de um sistema construtivo dividido em três partes:
- Estrutura: normalmente composta por perfis metálicos em aço galvanizado, garante a sustentação e conformação geométrica da parede ou forro. Os montantes e guias são projetados para facilitar encaixes, pontos de fixação, passagem de instalações elétricas e hidráulicas.
- Placas de Gesso: firmadas sobre a estrutura, essas chapas funcionam como a “pele” que dá forma à parede. São classificadas em várias categorias: standard (ST), resistentes à umidade (RU), ao fogo (RF) ou multifuncionais.
- Tratamento de Juntas e Acabamento: etapa final que confere o acabamento estético e funcional. Envolve uso de massa de juntas, fitas e lixas.
Desempenho Técnico e Comparações com a Alvenaria
O desempenho técnico do drywall é frequentemente subestimado. Contudo, testes laboratoriais e obras reais demonstram que as paredes de drywall são perfeitamente capazes de vencer as exigências da NBR 15.575 (Norma de Desempenho), atendendo critérios como:
- Resistência mecânica: paredes duplas com reforços internos suportam cargas suspensas como armários.
- Isolamento térmico: possibilidade de incluir mantas internas de lã mineral garante excelente desempenho em climas quentes e frios.
- Isolamento acústico: as juntas bem vedadas e o uso de lã de vidro/barreira acústica no interior conferem isolamento superior às alvenarias tradicionais de mesmo espessura.
- Resistência ao fogo: placas RF e RU cumprem normas de segurança contra incêndio, sendo recomendadas para ambientes com maior risco térmico.
Durabilidade e Sustentabilidade
Um dos grandes pilares do drywall é sua sustentabilidade. As placas possuem ciclos de reaproveitamento e são recicláveis. Além disso, são significativamente mais leves que paredes de alvenaria, impactando menos as fundações da edificação e reduzindo o consumo de materiais pesados (cimento, areia, etc). A durabilidade, quando corretamente instalada e mantida, ultrapassa facilmente 30 anos em residências e até mais em ambientes comerciais.
Estratégia e Aplicação Prática do Drywall
A aplicação do drywall envolve mais que a simples instalação de painéis de gesso. Trata-se de um sistema técnico que requer entendimento dos objetivos arquitetônicos, das exigências normativas e da integração de sistemas complementares (hidráulica, elétrica, climatização). Por isso, vamos aprofundar os principais métodos e variantes dessa tecnologia nas obras modernas.
Placas Multifuncionais e Variações Técnicas
O sistema drywall permite uma variedade de soluções, cada qual adaptada a um tipo de necessidade específica. Vejamos algumas das principais variações de placas utilizadas em construções profissionais:
- ST (standard): placa branca com papel acartonado branco claro — usada em áreas secas e ambientes de circulação comum.
- RU (resistente à umidade): massa verde e papel verde — indicada para banheiros e cozinhas.
- RF (resistente ao fogo): núcleo reforçado com aditivos retardantes — ideal para saídas de emergência, cozinhas industriais e shoppings.
- Placas acústicas: incorporadas com fibras minerais ou perfurações para controle reverberante — usadas em auditórios, estúdios e escolas.
Passo a Passo Estratégico de Instalação
Embora não seja nosso foco fazer um manual de montagem, existem diretrizes técnicas que devem ser compreendidas. O primeiro passo é montar a estrutura metálica conforme o projeto. Nessa etapa, é fundamental garantir nivelamento e alinhamento com laser ou prumo manual.
Após essa base, inicia-se a fixação das placas com parafusos específicos (geralmente auto-atarraxantes). No miolo da estrutura, são inseridas mantas termoacústicas ou caixas técnicas para passagem de fiação e saída de água. Após a fixação de ambos os lados, as juntas são vedadas com massa e fita de papel microperfurada, etapa conhecida como “assentamento”. O acabamento final inclui lixas finas e primer para receber pintura.
Integração com Sistemas Hidráulicos e Elétricos
Muitas dúvidas surgem em relação à passagem de tubulações ou tomadas. Diferente do mito de que o drywall dificulta a instalação elétrica ou hidráulica, o sistema permite inclusive melhor organização. A estrutura metálica já vem preparada com furos padrão para condução de dutos, e kits de instalação facilitam encaixe de caixas de energia nas placas.
O diferencial está na antecipação de rotas de passagem, feita diretamente no projeto. Isso garante não apenas praticidade, como previsibilidade de manutenção e redução de intervenções futuras.
Análise Crítica: Mitos, Mercado e Evolução Tecnológica
Como mencionado no início, o drywall ainda enfrenta barreiras culturais, sobretudo no Brasil. Diversos mitos ainda perpetuam no senso comum, decorrentes de desconhecimento técnico ou experiências mal conduzidas por mão de obra não especializada. Abaixo, desmistificamos os quatro mitos mais recorrentes:
- “Drywall é frágil e quebra com facilidade” — falso. Quando instalado corretamente, com placas específicas e reforços, o drywall suporta carga elevada e impactos controlados.
- “Não isola som nem temperatura” — incorreto. Tem desempenho superior à alvenaria de mesma espessura quando combinada com mantas isolantes adequadas.
- “Não permite pendurar armários ou objetos” — inverdade. Usando reforços internos ou buchas apropriadas, é possível fixar TVs, prateleiras e outros itens com segurança.
- “É mais caro que alvenaria” — equivocado. Apesar do custo inicial ligeiramente superior, reduz o tempo de obra, os resíduos e o custo logístico. No médio prazo, é mais eficiente.
O mercado nacional vêm adotando progressivamente o drywall nas áreas corporativas e, mais recentemente, no setor residencial. Construtoras como MRV e Cyrela, por exemplo, já incorporam o sistema com frequência em apartamentos de médio e alto padrão. A expectativa é que a participação desse método aumente em 47% até 2030, segundo dados da ABNT associados à CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Conclusão e FAQ Robusto
A adoção da placa de drywall representa mais do que uma escolha técnica — trata-se de atuar sobre uma nova lógica construtiva, centrada em eficiência, racionalização de resíduos, velocidade e qualidade perceptível. Entender as funcionalidades reais desse sistema é o primeiro passo para romper paradigmas e aceitar soluções compatíveis com os desafios contemporâneos da engenharia.
Nosso objetivo nesse artigo foi conduzir uma imersão profunda nos aspectos técnicos e conceituais do drywall, explorando tanto seu funcionamento quanto os equívocos que com frequência o cercam. Seguindo uma mentalidade baseada em dados e experiência prática, fica evidente que o drywall é uma ferramenta de obra tão robusta quanto qualquer outro método consagrado — talvez até mais.
O que é placa de drywall?
É uma chapa de gesso revestida com papel cartão, utilizada na construção de paredes, forros e revestimentos internos com sistema de estrutura metálica leve.
Drywall pode ser usado em área úmida?
Sim, desde que sejam utilizadas placas RU (resistentes à umidade), ideais para banheiros, cozinhas, áreas de serviço e locais com variação térmica.
Posso instalar armários e televisores em parede de drywall?
Sim. Com reforço interno de madeira ou aço e buchas específicas (como bucha basculante), é possível fixar até objetos pesados com segurança.
É verdade que o drywall não isola som?
Não. Com uso de mantas acústicas e técnicas adequadas de vedação, o isolamento acústico supera o de paredes de alvenaria sólida em muitos casos.
Qual é a durabilidade de uma parede de drywall?
Podem durar mais de 30 anos com instalação correta e manutenção eventual. Sulcos ou impactos leves podem ser reparados com massa de drywall.
É possível embutir elétrica e hidráulica?
Sim. O sistema possui furos padronizados para passagem de conduítes e caixas de instalação, promovendo organização e acessibilidade a reparos futuros.
Drywall é mais caro do que alvenaria?
O custo inicial pode ser parecido ou ligeiramente superior, mas o fator tempo, desperdício e logísticas mais leves tornam o sistema mais econômico no médio prazo.

